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Cobras e aranhas espalham medo após aparições em casas com crianças
Publicado em 02/02/2021 10:02

“Cada dia que passa fica mais difícil”, desabafou uma moradora, que já encontrou várias aranhas e cobra dentro de casa só este mês.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Os moradores de Oliveira, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, enfrentam um problema de saúde pública na cidade. Relatos, fotos e denúncias mostram que os oliveirenses estão convivendo com aparecimentos frequentes e preocupantes de animais peçonhentos, como escorpiões, cobras e aranhas venenosas, em suas residências. O problema atinge bairros distintos do município e preocupa pais com bebês e crianças em casa.

O animais vêm principalmente de lotes sujos e abandonados que estão presentes em toda a cidade. Moradores relatam que o problema existe há anos em Oliveira, mas que as denúncias na prefeitura e órgãos responsáveis raramente levam a alguma solução. Neste mês, já foram reportados dezenas de casos envolvendo até mesmo cascáveis e jararacas, uma das cobras mais venenosas do Brasil e com veneno letal para crianças.

No quarto e banheiro

“Vira e mexe aparece escorpião, aranha venenosa dentro de casa. Meu filho já achou um dentro do banheiro, eu já achei no meu quarto, em vários lugares, e eu tenho um menino pequeno. Meu medo é dele pegar, colocar na mão. Já apareceu cobra na minha vizinha e nós lemos na internet que a gente ainda consegue suportar, mas criança, se o veneno entrar na veia, em uma hora, uma hora e meia, pode não resistir”, relata ao BHAZ Luciana Aparecida Santos, mãe de um filho de 3 anos e outro de 9 anos.

“Eu tenho tanto medo de aparecer cobra, que eu ia ficar desesperada. Tem um lote de fundo em frente ao quintal da minha casa e não adianta denunciar pra prefeitura. Tem um rapaz aqui perto de casa que era fiscal, sempre falávamos com ele. Ele dizia que ia falar pra prefeitura vir, mas nunca aconteceu. Eles esperam pra acontecer o pior em vez de limpar o lote. Tem que ir atrás do responsável do lote”.

Cobra jararaca e bebê

A vizinha de Luciana, Jénifer Suelen, também moradora do bairro Oscar Faria Lobato, reportou na semana passada o aparecimento de uma cobra jararaca e uma aranha dentro da casa dela. “Tenho duas crianças em casa, inclusive um bebê de um ano que começou a andar agora. Imagina se não vemos essa cobra rastejar na sala de estar e o meu filho a encontra?”, questiona.

“Tem um imenso matagal ao lado da minha rua. A gente aciona a Secretaria de Saúde, eles mandam os fiscais, aí eles vão lá, quando vão, pedem as informações, falam que vão acionar os proprietários, mas no final das contas não aparecem. Essa semana eu já falei com eles. Por enquanto nada. É uma esperança deles aparecerem”, diz à reportagem.

Jénifer também conta que já encontrou escorpiões em outras ocasiões. “Tem menos de um ano que a gente achou escorpião, acionou a fiscalização e nada foi resolvido em questão do lote. Há dois anos e meio, o lote estava muito sujo, um vizinho acionou a secretaria e depois de muita demora conseguiram passar uma patrola [máquina usada para fazer terraplanagem e outros serviços, como limpeza de terrenos] lá e fazer uma limpeza muito grande, mas depois disso acabou”.

Em seis anos que Jénifer mora no local, essa foi a única vez que viu alguma limpeza no lote. “A área é muito extensa, quase todos os moradores já receberam a visita de um escorpião. Mas eu tenho certeza de que não é apenas no meu bairro, em outros lugares têm o mesmo problema, inclusive com cascavel”, conta.

“Eu tenho uma filha de nove anos e um bebê de um ano, que está aprendendo agora a andar. Às vezes até pega as coisas do chão, põe na boca. Eu tenho esperança que isso vai se resolver rápido e vão entrar em contato com o dono do lote”.

“Peço pra seja feito algo a respeito, nossa vida corre risco todos os dias enquanto a situação ficar desse jeito, prezo pela segurança dos meus filhos. É inadmissível essa situação, entramos em casa com medo, temos medo de deixar nosso filho brincar no chão”, desabafa.

Outros bairros

A visita de animais peçonhentos acontece também em outros lugares de Oliveira. No bairro Maria Amélia, no último dia 24, uma serpente cascavel entrou na casa de uma moradora. Ela relata que outra cobra já tinha aparecido na sua residência no ano passado. Este ano, em menos de um mês, duas aranhas, em semanas diferentes, apareceram em um dos cômodos da casa.

“Direto aparece. Aqui perto tem um pasto bem grande, tem três lotes na rua, todos sujos, sai rato, sai aranha, escorpião, cobra venenosa. Direto eu falo com a prefeitura, aí eles vêm, limpam uma vez por ano, e não voltam mais. Não adianta limpar uma vez por ano. Um lote passou a roçadeira, mas outro não dá nem pra andar na calçada pelo mato”, conta Ana Brito, ao BHAZ.

Ana também afirma que tem crianças em casa, assim como a maioria dos vizinhos: “Aqui na rua que eu moro acho que todos os vizinhos têm pelo menos duas crianças por casa. Minha filha põe tudo que vê na boca. Esses dias a gente distraiu e tinha minhoca na boca. Minha preocupação é com ela”, conta. “Cada dia que passa fica mais difícil, não temos um dia de paz, medo das crianças pegarem esses bichos sem a gente ver e acontecer o pior”, completa.

À procura dos responsáveis

A Prefeitura de Oliveira foi procurada pelo BHAZ e disse que não tem obrigação de fazer limpeza dos lotes, mas que faz a notificação para os particulares. Em contato com a Vigilância Ambiental, eles admitiram que Oliveira tem muitos terrenos baldios e que recebem muitas denúncias sobre lotes sujos, mas que a cidade é muito grande e que alguns munícipes não fazem a denúncia no canal correto.

O órgão também afirmou que muitos cadastros estão desatualizados na prefeitura, impedindo o contato e notificação ao proprietário do terreno. “Gostaria de salientar que os proprietários não atualizam seu cadastro no sistema da prefeitura, muitos estão desatualizados. Não sendo possível o envio da notificação ao endereço correto do destinatário. E muitos lotes são de proprietários já falecidos, muitas vezes estão em espólio, sendo difícil a localização dos herdeiros”, disse, em trecho de nota (leia na íntegra abaixo).

Em relação às denúncias apresentadas pela reportagem, a Vigilância Ambiental afirmou que as notificações no bairro Oscar Faria foram atendidas, mas que o responsável pelo imóvel ainda não foi encontrado. “O final da rua está muito sujo, porém essa rua faz confronto com a zona rural e o proprietário não possui o cadastro completo e atualizado”.

Eles também confirmaram o recebimento da denúncia em lotes do bairro Maria Amélia: “O agente notificador foi até o local e fez o levantamento completo. As notificações serão feitas essa semana”.

O que fazer?

Acidentes envolvendo animais peçonhentos são relativamente corriqueiros. Em Minas Gerais, uma pessoa é atendida pelos bombeiros após levar alguma picada a cada três dias. No ano passado, por exemplo, o Corpo de Bombeiros atendeu 145 vítimas. O número pode ser bem maior, já que alguns mineiros recebem atendimento sem acionar, necessariamente, o socorro dos militares.

Vítimas de ataques de animais peçonhentos em Minas:

2017 – 130
2018 – 142
2019 – 139
2020 – 145

Fonte: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

E o que fazer caso você encontre algum desses animais em casa? “A primeira orientação é verificar se tem alguém perto do animal e que corra risco de ser picado, além de retirar os animais de estimação. Sempre manter a calma, e não tentar realizar a captura se não tiver conhecimento”, orienta o sargento Allan Azevedo.

“Em seguida, acione as equipes de intervenção do Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193, e aguarde no local. Se for possível, permaneça em segurança em um local onde você tenha sempre o animal no seu campo de visão, pois na hora que os bombeiros chegarem até o imóvel, a captura ficará mais fácil e segura”, complementa.

E para quem tem criança ou mesmo bebê na residência? “Os pais devem sempre mantê-las em seu campo de visão, verificar sempre os brinquedos, principalmente os brinquedos com peças pequenas. O local onde a criança transita tem que ser um local limpo, iluminado, e afastado de qualquer móvel, tanto para não correr o risco de cair e machucar, quanto ao risco de picada desse animais. Uma outra medida de segurança é afastar os móveis das paredes, principalmente berços, camas e sofás”, ensina Azevedo.

“Pode levar à morte”

Ele também alertou que as picadas de cobra e escorpião causam maiores riscos, principalmente aos pequenos: “Uma pequena dose de veneno de uma espécie pode sim levar à morte, principalmente quando tem a relação de peso corporal versus quantidade de veneno depositado. Em alguns casos, as picadas desses animais podem levar a cegueira, amputação de membros, paralisia, e em alguns casos, a morte”.

O sargento reforça que os cuidados devem ser redobrados se os casos forem recorrentes dentro de casa. Para isso, orienta a limpeza frequente da residência e do quintal. “A melhor de prevenção é sempre deixar o local limpo. Além disso, deixar as frestas de portas e janelas “lacrados” com algum dispositivo ou colocar um pano para fechar. Verificar sempre o calçado antes de utilizar”.

E, sim, terrenos abandonados perto de residências podem contribuir para o aumento de casos. “O local favorece muito a aparição desses animais: local sujo, com muita folhagem, entulho e com restos de comidas, é um risco potencial para a presença desses animais. Devemos sempre fazer a manutenção do terreno, não deixar um grande volume de folhas no local, fazer a limpeza de calhas, verificar um local mais apropriado para depositar materiais de construção, como tijolos, e não deixar restos de comida próximo à residência”, finaliza.

Nota da Vigilância Ambiental

“Sabemos que Oliveira é uma cidade muito grande e com muitos terrenos baldios. Recebemos muitas denúncias sobre os lotes sujos da cidade pelo telefone (37)3332-7474 e pelo WhatsApp (37)99902-4120, atendemos diariamente as denúncias e encaminhamos as notificações aos proprietários.

Comunicamos que os munícipes não estão utilizando o canal de denúncias correto, atendemos pelo WhatsApp e telefone. Utilizamos o Facebook apenas para trabalho educativo e informativo.

Conforme o artigo 18 da Lei Ordinária nº 3.542 de 16 de março de 2016 a responsabilidade pela limpeza dos terrenos baldios, construções inacabadas, quintais de residências e imóveis abandonados é do proprietário, possuidor, locatário ou responsável pelo imóvel.

Portanto assim que recebemos a denúncia, encaminhamos ao agente notificador para avaliar, tirar fotos do local e verificar a referência enviada. Após visita ao local, consultamos o sistema de IPTU para localizar o proprietário do imóvel e fazermos a notificação. As notificações onde o endereço de entrega é na cidade de Oliveira, são entregues pelo agente notificador e as de outra cidade são encaminhados pelo correio.

As notificações possuem prazo de 5 (cinco) dias, devendo ser feita a limpeza e retirada do mato e lixo do local. Caso não realize dentro do prazo, é aplicada multa.

Gostaria de salientar que os proprietários não atualizam seu cadastro no sistema da prefeitura, muitos estão desatualizados. Não sendo possível o envio da notificação ao endereço correto do destinatário. E muitos lotes são de proprietários já falecidos, muitas vezes estão em espólio, sendo difícil a localização dos herdeiros.

Quando os proprietários não são encontrados, enviamos a notificação para o diário oficial para dar publicidade, sendo a última possibilidade de chegar até ao proprietário.

Em relação as denúncias dos moradores do bairro Oscar Faria Lobato, foram atendidas. O final da rua está muito sujo, porém essa rua faz confronto com a zona rural e o proprietário não possui o cadastro completo e atualizado. Continuamos tentando encontrar o proprietário desse imóvel rural.

Na data de 25 de janeiro de 2021, houve denúncia dos lotes do bairro Maria Amélia, o agente notificador foi até o local e fez o levantamento completo. As notificações serão feitas essa semana.

Estamos fazendo o possível para notificar todos os lotes levantados pelo agente, continuaremos o levantamento de todos os lotes sujos da cidade, um bairro de cada vez.”

Fonte: Salma Freua Assumpção - Bhaz

Foto: Luciana Santos/Arquivo Pessoal
Foto: Jénifer Suelen/Arquivo Pessoal
Foto: Ana Brito/Arquivo Pessoal
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