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Falsos policiais são presos ao tentarem extorquir R$ 40 mil
Publicado em 06/09/2019 15:09

Suspeito de chefiar o bando e seu braço direito foram pegos.

(Foto: Divulgação / PCMG)

O suspeito de chefiar uma quadrilha especializada em extorsão foi preso no início dessa semana, em Belo Horizonte, em uma operação realizada pelo 4ª Delegacia de Polícia Civil de Betim. Henrique Dias Beraldo, 25, e seus comparsas são acusados de se passarem por policiais civis e usarem documentos falsos com a logomarca da polícia para ameaçar vítimas em troca de dinheiro.

Junto com Beraldo, foi detido seu braço direito na associação criminosa, Rutherol Carlos Silva Assis, 22. O flagrante ocorreu no momento em que uma vítima entregaria R$ 40 mil em dinheiro aos bandidos.

Segundo o delegado Túlio Leno, em uma das ações criminosas, o bando tentou extorquir o proprietário de um estabelecimento que realiza festas na capital.

“Primeiro, um deles disse para a vítima que tinha contato dentro da Polícia Civil para conseguir que alguns deles trabalhassem na festa, fazendo a revista do público. Depois que o evento aconteceu, eles começaram a chantageá-la, dizendo que a polícia estava investigando a denúncia de que havia tráfico de drogas, prostituição de menores e armas na festa”, disse.

Para fazer com que a vítima acreditasse que realmente havia uma investigação contra ela, os bandidos ainda criaram perfis falsos de policiais civis no WhatsApp e passaram a ameaçar a vítima em mensagens. “Os criminosos disseram que conseguiriam suspender a suposta investigação caso ela repassasse R$ 40 mil a eles. Usando esses perfis fakes, o grupo disse também que, se a vítima não pagasse a quantia, iria forjar um flagrante para prejudicá-la”, disse.

A farsa somente foi descoberta depois que a vítima procurou um dos supostos policiais na delegacia. “Foi então que começamos a investigar a quadrilha e conseguimos prender parte de seus integrantes em flagrante”, explicou.

Desdobramentos

Com Beraldo e seu comparsa foram achados um porta-documento com o brasão da Polícia Civil, além de um notebook com documentos de investigação falsos contendo a logomarca da polícia. Os suspeitos foram levados para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim.

Conforme Leno, eles poderão ser indiciados por associação criminosa, extorsão e falsificação de documentos públicos. Se condenados pelos três crimes, podem pegar, cada um, até 19 anos de prisão.

Liberados

Outros três supostos integrantes do bando, que não tiveram os nomes revelados, foram conduzidos pela polícia, mas, como não havia provas suficientes contra eles, tiveram que ser soltos

Fonte: Lisley Alvarenga – O Tempo

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