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Polícia ouve ex-funcionários de asilo de Santa Luzia onde idosos teriam sido torturados
Publicado em 31/07/2019 16:07

(Foto: Amanda Antunes/Itatiaia)

A Polícia Civil ouviu na manhã desta terça-feira dois ex-funcionários do asilo Acolhendo Vidas Para a Vida, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, denunciada por tortura. Quatro antigos empregados da clínica já prestaram depoimento à delegada Bianca Prado.

Paralelamente, familiares de pacientes que morreram no estabelecimento também conversaram com a polícia. Três falecimentos foram confirmados no ano passado e um em 2016, o de Francisco de Assis, de cerca de 50 anos, que estava internado no local há seis meses após cinco anos sob os cuidados de familiares devido a um acidente vascular cerebral (AVC).

A esposa dele, Maria Lúcia de Oliveira, de 55 anos, não tem certeza se houve algo que proporcionou a morte do companheiro, mas denuncia um crime cometido pela dona do asilo, de 47 anos. “Todo mundo que falece ela não entrega o documento. Ela me entregou o documento depois de uns três meses”, disse.

A mulher também relatou que, após a morte de Francisco, a suspeita sacou dois meses da aposentadoria dele. “Eu só fiquei sabendo porque fui no banco e tirei o extrato. Eu sabia que era ela porque o documento estava com ela. ”

A proprietária da clínica foi presa junto com a filha, de 27 anos, na sexta-feira (26). Um cuidador, conhecido como JP, ainda é procurado, tem um mandado de prisão em aberto.

O caso

Na sexta, a delegada explicou que havia torturas físicas e psicológicas contra os pacientes. “A gente conversou com eles e era uma prática corriqueira privar a alimentação por 24h em caso de comportamento não de acordo com o estabelecido pelo local. A gente percebeu que alguns idosos estão com feridas aparentes. ”

Conforme a delegada, uma vítima de 23 anos, cadeirante e com problemas de fala e audição, relatou por escrito que foi espancada. “A gente teve acesso à foto. Ela estava em uma cama ensanguentada. Ela alega que foi um dos cuidadores, a mando da dona do local. Um idoso relata que recebeu de um cuidador um chute no rosto. Outra relata que pediu um pão no café da manhã, foi negado, recebeu três baldes de água fria da dona e passou o dia inteiro molhada”, declarou. Há duas denúncias de mortes no estabelecimento.

A delegada contou que alguns dos pacientes chegaram ao local sem que a internação fosse feita por familiares, mas outros têm acesso aos parentes, que estão sendo informados sobre a situação. “Infelizmente não estamos tendo uma resposta positiva dos familiares. Até ontem [quinta-feira], tivemos duas famílias que retiraram seus parentes de lá. Outros foram na hora da visita e foram embora. Fica meu apelo a quem possa mudar isso porque a gente está tratando de vidas. O meu papel infelizmente encerra aqui. Por isso o apelo”, pediu.

Fonte: Redação Rádio Itatiaia

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