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Casal é preso suspeito de acorrentar filho de 11 anos na cama em MG
Publicado em 20/11/2020 11:11

Criança foi encontrada na garagem da casa da família, em Uberaba, ao lado de uma mesa com frutas e uma garrafa de água; Polícia Civil investiga o caso.

(Foto: Reprodução/Pixabay)

Um casal foi preso suspeito de cárcere privado ao manter o filho de 11 anos acorrentado em uma cama na casa onde a família mora, na cidade de Uberaba, a 482 km de Belo Horizonte, na tarde desta quarta-feira (18).

 

A Polícia Militar foi até a casa da família após uma denúncia anônima. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o garoto acorrentado pelo tornozelo dentro da garagem da casa.

 

Segundo os relatos do garoto à polícia, ele contou que havia sido preso ao móvel pela mãe de 27 anos durante a manhã, quando ela havia saído para trabalhar. Ao lado do garoto tinha uma mesa onde a suspeita tinha deixado algumas frutas e uma garrafa de água para o filho. Além disso, um balde foi deixado para que a vítima pudesse fazer suas necessidades fisiológicas.

 

Durante um patrulhamento na cidade, a polícia encontrou a suspeita de acorrentar o filho. Segundo ela, o menino era muito levado, dava muitos problemas e saía de casa enquanto a mulher não estava.

 

Ainda segundo relatos da suspeita, ela contou que acorrentar o garoto foi a única alternativa que havia encontrado para segurar a criança dentro de casa no período em que trabalhava.

 

De acordo com o filho da suspeita, ele ainda contou aos militares que na terça-feira (17), a mãe já havia amarrado ele na cama, mas como a corrente estava bamba, ele conseguiu escapar.

 

A Polícia Militar prendeu a mulher em flagrante e o padrasto, que estava sendo procurado pelos agentes, também foi detido por participar do ato. Os dois foram levados para a delegacia da cidade e irão responder pelos crimes de maus tratos, abandono de incapaz e cárcere privado.

 

O conselho tutelar foi acionado pelos militares, que encaminharam a vítima para a casa do avô materno. A Polícia Civil está investigando o caso.

Fonte: Juliana Leal – R7 Minas Gerais

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