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Secretário que matou candidato a vereador é indiciado por três crimes
Publicado em 07/10/2020 11:10

Polícia descartou hipótese de crime político, mas indiciou secretário e motorista.

(Foto: Reprodução/Twitter)

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações sobre a morte do candidato a vereador Cássio Remis, assassinado pelo irmão do prefeito de Patrocínio, na região do Alto Paranaíba. O inquérito foi concluído nesta terça-feira (6) e culminou no indiciamento de Jorge Marra, então secretário de Obras da cidade, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e porte ilegal de arma de fogo.

 

O motorista de Marra também foi indiciado por ter colaborado com o crime de roubo do celular de Remis e favorecido o secretário. “Houve conclusão do favorecimento pessoal do motorista quando ele dá a fuga, quando ele retira a caminhonete branca da entrada da Secretaria de Obras, desobstruindo o caminho e permitindo que o Jorge Marra tivesse uma saída facilitada do local”, explicou a delegada Ana Beatriz de Oliveira Brugnara, em entrevista coletiva nesta terça.

 

Ainda segundo a delegada, a justificativa que o secretário deu para estar com a arma no momento do crime não foi comprovada durante as investigações – por isso o indiciamento por porte ilegal de arma de fogo. “Apesar de a arma ser registrada e o autor ter afirmado que ele tinha essa arma em suas fazendas para se defender, nas declarações, ele disse que na data anterior ao fato tinha dormido na cidade. Ela não estava em sua residência, então ele portava essa arma há pelo menos um dia, o que configura o crime”.

 

Dissimulação e futilidade

As investigações da Polícia Civil apontaram ainda dois agravantes no crime de homicídio. O primeiro foi a motivação fútil. “Cheguei a essa conclusão com base na vida pregressa do autor e da vítima e as tensões que envolviam o caso, discussões políticas, denúncias, tendo em vista que a vítima era uma pessoa bastante atuante. Então, ali houve uma futilidade”, avalia Brugnara.

 

A segunda qualificadora foi a dissimulação da qual, de acordo com a delegada, Marra se utilizou para atrair a vítima e conseguir atirar: “Entendemos, com base nas testemunhas e com as análises das imagens, que ali houve uma dissimulação do autor para enganar a vítima e depois efetuar os disparos”.

 

Ameaças

O inquérito, concluído em apenas dez dias, tem quase 400 páginas e reúne mais de 25 relatos de testemunhas e 15 laudos periciais. Apesar de toda a repercussão que sucedeu o assassinato de Remis, a polícia concluiu que não se tratou de um crime político. ” A vítima já foi vereador e já fez outras denúncias contra o autor, que era secretário. Na ocasião, apuramos que Jorge ficou indignado com a denúncia. Ele nos relatou que achou que não era justo e então cometeu o crime”, explicou o delegado regional Valter André Biscaro Salviano.

 

O inquérito indicou que o então candidato a vereador vinha sofrendo ameaças de Jorge Marra. Segundo a polícia, ele já teria até mesmo falado sobre as ameaças com outras pessoas, incluindo o irmão de Marra, que é prefeito de Patrocínio.

 

Apesar da conclusão das investigações, os delegados responsáveis pelo caso adiantaram que o carro – que foi encontrado em frente à casa de um ex-prefeito de Perdizes – e o celular da vítima ainda podem levar a novos desdobramentos no caso. “Por enquanto, duas pessoas foram indiciadas, mas pode haver outras caso a gente descubra quem pegou o celular ou quem ajudou a remover o carro de Cássio na porta da delegacia, auxiliando na fuga do autor”, concluiu a delegada.

 

Relembre o crime

A confusão entre os dois começou quando Cássio, que já foi vereador da cidade e até presidente da Câmara Municipal de Patrocínio, fazia uma live no perfil dele do Facebook. Na gravação, ele denunciava que funcionários da prefeitura faziam uma obra na avenida João Alves do Nascimento, próximo ao local onde será o comitê do prefeito da cidade.

 

“Para nossa surpresa, mas não para nossa estranheza, nos deparamos com funcionários sendo utilizados para fazer calçamento onde será o comitê eleitoral do prefeito. Funcionários da prefeitura com máquinas da prefeitura à disposição para fazer passeio. Quantos de vocês tiveram condição de ter este asfaltamento aqui? Ninguém. Nenhum de vocês”, disse Cássio.

Fonte: Giovanna Fávero - Bhaz

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