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Intervalo entre violência doméstica é cada vez menor com o passar do tempo
Publicado em 23/09/2020 10:09

Estudo da UFMG traçou perfil das agressões em ambiente doméstico em período de seis anos na capital; pesquisa indica que mulheres são maiores vítimas.

(Foto: Marcos Santos/USP)

O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG (Crisp) traçou um perfil da violência doméstica em Belo Horizonte no período de seis anos. A análise indica que as mulheres são as mais vitimadas. Elas equivalem a 90% das 129 mil pessoas que sofreram agressões entre 2013 e 2018. Entre autores e vítimas, 244 mil pessoas estiveram envolvidas nos registros de violência nesses anos. Outro dado do estudo revela que quanto mais se repetiram os casos de violência doméstica, menor foi o intervalo entre as agressões.

 

Na lista das reincidências, as mulheres também entraram no ranking. Elas são 97,8% das vítimas de violência doméstica repetida. Outro dado que o estudo traz é que após a segunda ocorrência, o intervalo entre esses casos só diminui variando entre 361 dias da 1ª até a 2ª violência para até 138 dias a partir da sexta vez que a agressão acontece.

 

“Os dados vão mostrando que se a vítima não consegue romper esse ciclo a violência vai aparecer de uma forma quase habitual”, destaca o professor do Departamento de Sociologia da UFMG e pesquisador do Crisp, Bráulio Figueiredo Alves da Silva.

 

Segundo o pesquisador, o estudo começou em 2019 e está em fase final. O texto completo será publicado em meados de outubro deste ano. As ocorrências registradas na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) serviram de fontes para o estudo.

 

Denúncia

Denunciar a violência doméstica é um dos meios que reduz os casos, aponta a pesquisa. No período analisado, segundo o pesquisador, 50% das violências que são denunciadas não se repetiram.

 

Para a enfermeira Geralda, de 39 anos, (nome fictício), foi a denúncia que garantiu a ela e suas duas filhas a medida protetiva contra o ex-marido. Depois de 20 anos de casada ela apanhou do homem e acionou a polícia, porém, em pouco mais de 120 dias o ex entrou em contato, por mensagem, ameaçando-a de morte.

 

“Eu denunciei novamente, fico com muito medo, mas, tenho essa segurança de que se ele chegar aqui pode ser preso”, desabafa. Ainda segundo Geralda, ela havia sofrido outro episódio de violência 10 anos antes e chegou a denunciar o marido, porém, retirou a denúncia pouco tempo depois.

 

“Imaginei que ele não fizesse novamente, mas, acabou se repetindo. Dessa vez eu não retirei a queixa”, disse.

 

Registros

Ainda segundo o estudo, aos domingos, entre 17h e 23h, acontece o maior número de registros de violência doméstica. Na sexta-feira é o dia que há menos registros. Outro dado da pesquisa indica que 75% das vítimas sofrem violência não relacionada a lesão corporal (ameaças, violência patrimonial, por exemplo), outras 25% sofrem algum tipo de lesão corporal.

 

Ex lideram as agressões

A violência doméstica na vida da técnica em estradas, Marina (nome fictício), de 40 anos, começou uma semana depois do casamento e as agressões permaneceram por 13 anos, até que ela teve coragem de romper o ciclo.

 

“Foram muitos anos de bebedeiras, brigas, ameaças, agressões verbais e patrimoniais. Eu adoeci e ainda tive um filho com o agressor na esperança dele melhorar. Até que um dia vi ele enforcando a criança e foi aí que resolvi dar um basta”, disse.

 

O caso dessa mulher, que foi agredida por anos pelo próprio marido também ilustra o perfil do agressor que o estudo do Crisp indica. Segundo o levantamento, a maior proporção de quem comete a violência se dá entre companheiros.

 

Ex-maridos e ex-companheiros são os que mais agridem. Os maridos e companheiros ficam em segundo lugar na lista dos que lideram as violências no lar. Namorados são os terceiros maiores agressores, aponta o estudo.

 

Canais de denúncia

Denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo 190, 180 e pelo Disque 100. Também pelo site delegaciavirtual.sids.mg.gov.br

 

Pesquisadores miram parcerias

O professor defende a importância em dar continuidade ao estudo e analisar os desdobramentos desses casos. “Temos interesse em fazer parceria com órgãos de Justiça para fazer análise mais detalhadas dos dados. Seria bom se a gente conseguisse avançar a pesquisa fazendo parceria com Ministério Público e com o próprio Judiciário”, defende.

 

O relatório final do estudo, segundo o pesquisador, será entregue para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiador do estudo.

Fonte: Aline Peres - O Tempo

Arte: Reprodução / O Tempo
Arte: Reprodução / O Tempo
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