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Vereador de BH é alvo de operação em investigação sobre homicídio
Publicado em 21/08/2020 13:08

Gabinete de Ronaldo Batista (PSC) foi alvo de buscas; Polícia Civil cumpriu 8 mandados de prisão em operação que investiga assassinato de sindicalista.

(Foto: Reprodução/Record TV Minas)

Uma equipe da Polícia Civil de Minas Gerais fez uma operação de busca e apreensão no gabinete do vereador Ronaldo Batista de Morais (PSC) na manhã desta sexta-feira (21), na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

A operação faz parte de um inquérito que investiga a morte de um sindicalista e vereador de Funilândia, cidade a 80 km da capital mineira. Hamilton Dias (MDB), que era diretor do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transporte de Cargas, Logística em Transporte e Diferenciados de Belo Horizonte e Região foi encontrado morto dentro de um carro próximo a uma estação de metrô na região Oeste de Belo Horizonte.

 

Enquanto uma equipe da Polícia Civil fazia buscas dentro do gabinete de Ronaldo Batista de Morais, na Câmara Municipal, dois policiais ficaram do lado de fora impedindo a entrada de qualquer pessoa. Os investigadores deixaram o local por volta das 7h20, carregando 10 computadores, apreendidos no local. A delegada que está à frente dos trabalhos não deu detalhes.

 

A operação também aconteceu em outros pontos de Belo Horizonte e da região metropolitana e envolveu 200 policiais. Ao todo, de acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e oito de prisão. Todo o material apreendido foi levado para o Departamento de Investigação de Homicídio e Proteção à Pessoa, como computadores, documentos, monitores, armas e um colete à prova de balas.

 

Dentre os presos está um soldado lotado no 5º batalhão de Polícia Militar, em Belo Horizonte. Representantes da Corregedoria da PM estiveram no Departamento de Investigações da Polícia Civil para acompanhar os trabalhos, mas não gravaram entrevista.

 

Vereador

 

Ronaldo teve 4.240 votos nas eleições de 2016 e ficou como suplente. Ele tomou na Câmara de Belo Horizonte em agosto do ano passado, depois que o vereador Cláudio Duarte (PSL) foi cassado após denúncias de rachadinha no seu gabinete. Duarte chegou a ser preso durante as investigações.

 

O vereador Ronaldo Batista de Morais já foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e região e, no ano passado, virou réu em um processo no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), sobre suspeita de desvio de recursos durante a sua gestão. Ele teve os bens bloqueador nesta ação.

 

Em apenas dois anos, o patrimônio dele saltou 300%, segundo declarações enviadas à Justiça Eleitoral. Em 2016, quando se candidatou a vereador, Morais declarou possuir R$ 760 mil em bens. Dois anos mais tarde, quando tentou se eleger deputado estadual, declarou possuir R$ 3 milhões.

 

Fontes ligadas à investigação afirmam que Ronaldo e o sindicalista Hamilton Dias, morto no mês passado, eram de alas opostas e disputavam o controle da entidade. Hamilton havia usado as redes sociais para manifestar o desejo de justiça, depois que veio à tona a suspeita de enriquecimento ilícito de Ronaldo Batista, como consequência de desvio de dinheiro do sindicato dos trabalhadores rodoviários de Belo Horizonte e região.

 

Outro lado

 

À reportagem, o vereador Ronaldo Batista de Morais disse que não está em Belo Horizonte e, em nota, a assessoria de imprensa do parlamentar afirmou que ele não é o alvo principal dessa operação.

 

"A investigação está em segredo de justiça, mas não causa nenhum receio ao vereador que está tranquilo quanto à apuração dos fatos e contribuindo com as investigações", diz o texto.

 

Fonte: Regiane Moreira, da Record TV Minas, com Lucas Pavanelli do R7 Minas Gerais

Foto: Reprodução/Record TV Minas
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