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Homem é preso por ameaçar a mulher em BH, nega crime e faz declaração de amor
Publicado em 13/08/2020 13:08

Suspeito, que cumpre prisão domiciliar e estava armado, alegou que companheira tem ciúmes e que ele é quem costuma “levar uns tapas” da mulher.

(Foto: Cristiane Mattos/O Tempo)

“Eu não ameaço ela nunca. Amo ela demais, se ela quiser voltar pra mim, é isso mesmo”. A “declaração de amor” é de um homem de 39 anos, suspeito de ameaçar a companheira, feita enquanto estava no compartimento traseiro de uma viatura policial após ser preso pela Polícia Militar. O caso aconteceu nesta quinta-feira (13), no bairro Conjunto Jardim Filadélfia, na região Noroeste de Belo Horizonte. Na versão do suspeito, ele é quem costuma “levar uns tapas” da mulher.

 

A polícia foi acionada em uma área conhecida como Morro da Vaca, onde o homem armado estaria ameaçando a vítima.

 

“Nós tivemos um chamado para atender um caso de violência doméstica na qual o autor estava de posse de uma arma de fogo. Com a nossa chegada, deparamos com mulheres e crianças na rua, e a vítima gritando: “ele vai me matar, ele quer me matar”. Ele teria tentado adentrar a casa da vítima, sofreu uma queda, se lesionou com um vidro que quebrou e, dessa forma, ele criou uma trilha com o sangue”, explicou o sargento Rubens Murta, do 34º Batalhão.

 

Durante a tentativa de localização do homem, a polícia achou em um dos becos uma pistola 380. O rastreamento continuou, e militares escutaram barulho de telha se quebrando.

 

“Localizamos o autor, que estava bem lesionado e foi prontamente socorrido pela guarnição. Ele saiu do sistema prisional devido à pandemia do coronavírus”, detalhou o militar.

Ciúmes, fofoca e tapas

 

Em conversa com a imprensa, o suspeito negou as ameaças e disse que não sabia como tinha conseguido a arma.

 

“Jamais, não ameaço ela nunca. Nós já brigamos assim: ela batia em mim, mas eu nunca coloquei a mão nela. O motivo da briga de ontem foi ciúme dela, as fofoqueiras da rua falam que eu estou ficando com as mulheres. Ela tem ciúme até com homem”, defendeu-se.

 

Segundo ele, o casal está junto há 15 anos e não tem filhos. “Eu considero os filhos dela como sendo meus. Temos um netinho, até chorei no hospital por causa dele. Eu estava embriagado e nem sei como arrumei a arma. Entrei em casa, ela começou com os tapas e eu quebrei a janela e corri. Ela é muito brava, agora ela me f... falando que eu fiz ameaças”, alegou.

 

O homem contou que ficou preso quase sete anos por tráfico de drogas. “Eu estou em prisão domiciliar, saí do sistema, “tô no Covid-19 aí”. Quero conversar com ela, já apanhei um “mucado” dela, mas nunca bati. Nem sei por que vim para Delegacia de Mulheres”, contou o suspeito.

 

Homem quer fazer as pazes

 

O suspeito afirmou que pretende fazer as pazes com a companheira e manter o relacionamento.

 

“Eu não acho certo bater em mulher. O recado romântico que tenho para falar é que amo ela. Se ela quiser voltar pra mim, é isso mesmo. Se não quiser, infelizmente. No nosso relacionamento ela tem que confiar mais em mim, parar de escutar os outros. Até um cachorro se chegar falando ela acredita”, finalizou.

 

Outro preso

 

Durante o registro da ocorrência de violência doméstica, a Polícia Militar prendeu outro homem, de 20 anos, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas antes da localização do suspeito de ameaça.

 

"Seguimos o rastro de sangue e escutamos barulhos de telhas quebrando. Em uma das casas sentimos o forte odor de maconha. Visualizei o suspeito e percebi que ele não era o nosso alvo pois ele não tinha nenhum corte", detalhou o sargento.

 

No imóvel, atrás de uma das portas, havia uma grande quantidade de droga sendo: cinco barras de maconha, 20 porções e 19 buchas da mesma droga, R$ 1.273 em dinheiro e um caderno com a contabilidade do tráfico.

 

"Ele falou que não é nada dele, que ele não mora na casa, e falou que não sabe de nada. Só que na casa em que foi localizada a droga, eu achei a identidade dele", frisou o militar.

 

O suspeito de envolvimento com o tráfico foi encaminhado à Delegacia de Plantão 4 (Deplan).

Fonte: Carolina Caetano - O Tempo

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