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Uma a cada cinco armas “de fogo” apreendidas em Betim é falsa
Publicado em 30/11/2018 09:11

De janeiro a outubro de 2018, 446 equipamentos verdadeiros foram recolhidos, sendo 95 simulacros; das 541 apreensões realizadas, 17,56% eram réplicas.

(Foto: Lincon Zarbietti / O Tempo)

Eram 22h do dia 12 de novembro. A vítima, uma mulher de 18 anos, estava parada dentro do seu carro conversando ao celular, na avenida Arthur Trindade, no bairro Nossa Senhora de Fátima, quando foi surpreendida por um menor de 17 anos. Com muita agressividade, ele colocou a arma na cabeça dela e ordenou que saísse do veículo. Ao ser abordado pela polícia, minutos depois, a descoberta: a arma utilizada pelo adolescente no assalto era, na verdade, imitação de uma pistola Taurus.

O uso de réplicas de armas de fogo para cometer crimes tem se tornado cada vez mais comum. Em Betim, nos dois últimos anos, uma a cada cinco armas apreendidas é falsa. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), de janeiro a outubro deste ano, foram 446 armas verdadeiras recolhidas e 95 simulacros. Ou seja, dos 541 equipamentos apreendidos, 17,56% eram réplicas. No ano passado, no mesmo período, foram 444 armas verdadeiras e 124 “falsas” apreendidas – 20% dos 568 equipamentos eram simulacros.

De acordo com o chefe da sessão de operações do 66º Batalhão da Polícia Militar de Betim, o capitão Frederico Martins de Paula Neto, apesar de não haver na cidade um estudo que confirme o aumento dos crimes em que os bandidos utilizam armas de fogo, muitos deles podem estar se valendo desse artifício no momento das abordagens, sobretudo, pela facilidade de comprar esses equipamentos e a dificuldade de adquirir armas reais no mercado.

“Essas armas são bem mais baratas e fáceis de se encontrar no comércio popular. Depois que o Estatuto do Desarmamento entrou em vigor no país, houve maior restrição da venda de armas reais e passou-se a aplicar penas mais pesadas para quem for pego com um revólver sem autorização”, explicou Martins.

O especialista em segurança pública Jorge Tassi concorda. “Um fator que leva criminosos a usarem armas de brinquedo em roubos é a punição que ele pode receber se for pego pela polícia com elas. O tipo de arma usada modifica o tipo de crime. Com um brinquedo, o suspeito não está praticando crime à mão armada, o potencial é menor”, disse. Ainda conforme Tassi, muitos bandidos conseguem até mesmo fabricar réplica, o que facilita a ação criminosa.

Venda proibida

O Estatuto do Desarmamento, de 2003, veda “a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir”. Entretanto, existem as que podem ser vendidas porque são usadas para prática de esporte, como o airsoft.

A maioria dessas réplicas é idêntica as armas reais. Por isso, a recomendação da polícia é nunca reagir, mesmo que a vítima desconfie que a arma usada pelo criminoso seja uma réplica. “Na maior parte das vezes, esses simulacros têm as mesmas medidas, tamanho e peso de uma arma de verdade. Na dúvida, não reaja”, alertou o capitão do 66º Batalhão, Frederico Martins.

É o que fez a dona de casa Mariana Lima, 40, ao ser vítima de um assalto, ao sair de sua casa. “O bandido apontou a arma para mim, por debaixo da blusa e mandou eu entregar a minha bolsa. Pelo sim e pelo não, preferi entregar”, disse. 

Fonte: Lisley Alvarenga – O Tempo

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